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Investimento na construção com maior subida dos últimos 22 anos

Investimento na construção com maior subida dos últimos 22 anos

Nos primeiros três meses de 2019, registou-se a maior subida homóloga do investimento em construção desde 1997. Ainda assim, a CPCI alerta para os níveis baixos de investimento público neste setor.

Há 22 anos que não se registava uma subida homóloga do investimento em construção tão acentuada como a registada nos primeiros três meses de 2019. Entre janeiro e março, o investimento aumentou 12,4%, tocando em máximos de 1997. “Foi, de facto, um dos melhores trimestres de que há memória”, sublinha o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário (CPCI), em declarações ao Público (acesso condicionado). Manuel Reis Campos frisa que o setor está “finalmente a reocupar o lugar que sempre lhe pertenceu” e está agora a “preparar-se para a próxima década de investimento”.
De acordo com os dados da CPCI, a soma do investimento feito em construção, no primeiro trimestre do ano, atingiu 4.151 milhões de euros, o que representa uma subida de 12,4% face ao mesmo período de 2018. Ainda assim, Manuel Reis Campos nota que o setor continua aquém dos níveis compatíveis com as necessidades de crescimento sustentado do país. “Era preciso que o investimento público fosse, de facto, o calendarizado e programado. Falta um ano para a próxima década, o próximo ciclo, e está tudo por decidir”, nota o responsável, sublinhando que a subida em causa fica essencialmente a dever-se à iniciativa privada.

O presidente da CPCI salienta, nesse sentido, que os indicadores de investimento público continuam muito baixos. “O setor da construção deveria representar 11% do PIB e ainda estamos muito longe disso”, reforça, citando os dados do Observatório das Obras Públicas.

De acordo com esse barómetro, em abril, o investimento público neste setor registou mesmo uma variação negativa de 12%, tendo passado para terreno positivo em maio, com uma subida homóloga de 6%. “Portugal ainda não tem a necessária convergência com a restante Europa, que continua a alertar que o investimento público é essencial”, remata Reis Campos.

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